segunda-feira, julho 18, 2005

Leituras liberais (II)

2 Comments:

Blogger FV said...

A falta de conviccao liberal do anterior governo nao foi nenhuma surpresa, nenhum escandalo. As estruturas dos dois partidos responsaveis nao sao liberais(pelo menos nao se afirmam como tal), e andam perto de ser anti-liberais. O liberalismo so se podera afirmar num dos partidos com uma consideravel renovacao (legitima?) das suas bases.
Quem vota no PSD escolhe a social-democracia, quem vota no CDS vota na democracia crista. O liberalismo tendencialmente tem pouco espaco de manobra no espectro partidario portugues.
A manter a actual cultura politica partidaria o liberalismo so podera surgir em pequenos fragmentos soltos, sempre considerados como solucoes de recurso e nao de principio, serao sempre um "mal menor para nos tirar da crise".
Espero sinceramente que que a Direita Liberal consiga contribuir para a criacao de bases solidas e AUTONOMAS para uma direita que caminhe no sentido contrario ao do excessivo estadismo do PSD e da univocidade moral do CDS.

11:27 da tarde  
Blogger Nuno Gouveia said...

Concordo com as palavras do António Pires de Lima. Alguns Ministros como Nobre Guedes, Bagão Felix, António Mexia ou Pedro Aguiar Branco mereciam ter pertencido a outro governo. Mas a verdade é que o Governo da coligação foi tudo menos liberal. A direita chega ao poder, e parece ter medo de “radicalizar” a acção política e lançar-se num verdadeiro programa ambicioso das reformas liberais que o país verdadeiramente precisa. Espero que depois deste período de desgoverno socialista, uma nova e verdadeira maioria de direita consiga alcançar o poder e governar bem.

12:52 da manhã  

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